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Laize Kasmirski

Um espaço para a cultura da minha mente

O menino, o subconsciente e a aranha

Autora: Laize Kasmirski

O quarto estava infestado de insetos, não sabia mais o que fazer para que parassem de surgir ainda mais. Encostou a janela e sentou na cama com suas mãos embaixo das coxas. Olhou para cima, o teto estava infestado deles. “Oh não, como vieram parar aqui? Saiam, saiam. Preciso dormir”. Não se deu por vencido, abriu a porta do quarto, atravessou correndo o corredor e voltou em seguida com uma vassoura na mão.

“Se não querem sair por bem, será por mal”. Começou a cutucar um a um os insetos que estavam no teto, assim que iam caindo, jogava-os contra a parede e em seguida arremessava-os para fora através da janela. Um a um foram saindo. Quando se esparramou na cama, cansado de tanto pular, correr e bater, escutou um barulho nos fundos de sua cama. Foi até a beirada ver o que era e encontrou um vagalume enroscado na teia da aranha. A aranha a cada meio tempo corria para cima do vagalume, golpeava e voltava. Assim permaneceram durante minutos.

Com pena do vagalume, o menino tentou ajudá-lo. Pegou seu chinelo e trouxe o inseto para fora de alcance da aranha. Como ele ficou grudado na sola de seu chinelo, levou-o até a janela e balançou-o até que voou longe. “Ok, já está bom por hoje. Esta aranha minúscula não irá atrapalhar meu sono”. Deitou em sua cama, cobriu-se até a cintura e desligou a luz.

Passaram-se minutos e algum inseto rapidamente pousou-lhe no braço, sem dar muita importância, o garoto apenas deu um tapaço para fazer o inseto cair longe e voltou a dormir. Quando finalmente roncava com a boca aberta e sua baba escorria para o travesseiro, sentiu que alguma coisa havia entrado em sua boca. Rapidamente fechou a boca e foi então que notou algumas cutucadas em sua língua. Não sabia como tiraria o bicho que ali encontrava, levantou ligeiramente e foi até o espelho ver o que era. Abriu a boca e lá estava a aranha a qual o garoto havia roubado sua comida. A aranha deu um pulo dentro de sua boca e encarou-o com seus respectivos 8 olhos e disse: “Seu idiota, como pode roubar meu jantar? Você não tem coração não? Ainda dizem que nós insetos é que possuímos sangue frio”. O menino neste momento, levou um susto tão grande que sua primeira reação foi engolir em seco. Só que ele não engoliu seco, ele acabou por engolir a aranha.

Atordoado, correu para o quarto de seus pais e gritou: “Acabei de engolir uma aranha que falava!”. Os pais dele acordaram com um pulo e perguntaram: “Você engoliu o que???”, o menino notou que acabara por falar demais, sabia que nunca acreditariam na história que a aranha falava e por fim disse: “eu engoli uma aranha viva”. Sua mãe chamou-o para perto e pediu: “Que tamanho tinha essa aranha meu filho?” O menino respondeu: “Assim óó” e tentou demonstrar o tamanho fazendo menção com sua mão direita. A mãe do menino observou sua boca, seus dentes e sua língua e finalmente disse: “Não se preocupe querido, está tudo bem, não vai mais acontecer nada, ela deve ter morrido asfixiada já”.

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A ironia de Alanis Morissette

“Ironic” é uma canção escrita por Alanis Morissette e Glen Ballard, foi produzida por Ballard para o terceiro álbum de Alanis “Jagged Little Pill” (1995).

O uso da palavra “irônico” na canção, atraiu a atenção para o que alguns pensam que é uma má aplicação do termo. Na música, há uma série de coincidências infelizes, isso não seria exatamente ironia (sentido literal da palavra), mas sim ironia cósmica.

A ironia cósmica do termo é usada às vezes para denotar uma opinião os povos como os internegativo de um destino cruel de zombaria.

Alanis Morissette – Irônico

Um idoso fez noventa e oito anos
Ele ganhou na loteria e morreu no dia seguinte
É uma mosca no seu Chardonnay
É uma absolvição de morte dois minutos mais tarde
Isso não é irônico? Você não acha?

É como chover no dia do seu casamento
É ganhar uma carona quando você já pagou
É um bom conselho que você simplesmente rejeitou
E quem iria pensar que ele faz sentido?

Sr. Segurança estava com medo de voar
Ele fez suas malas e deu um beijo de adeus em seus filhos
Ele esperou sua maldita vida inteira para pegar aquele vôo
E enquanto o avião caía ele pensou “Bem, isso não é legal?”
E isso não é irônico? Você não acha?

É como chover no dia do seu casamento
É ganhar uma carona quando você já pagou
É um bom conselho que você simplesmente rejeitou
E quem iria pensar que ele faz sentido?

Bem, a vida tem uma engraçada maneira
De te atrapalhar quando você pensa que está tudo bem e tudo está dando certo
E a vida tem uma engraçada maneira
De te ajudar quando você pensa que tudo deu errado e tudo explode na sua cara

Um congestionamento quando você já está atrasado
Um sinal de “Não Fume” na sua pausa para o cigarro
É como dez mil colheres quando tudo o que você precisa é de uma faca
É conhecer o homem dos meus sonhos e então conhecer sua linda esposa.
E isso não é irônico? Você não acha?
Um pouco irônico demais… E, sim, eu realmente acho…

É como chover no dia do seu casamento
É ganhar uma carona quando você já pagou
É um bom conselho que você simplesmente rejeitou
E quem iria pensar que ele faz sentido?

A vida tem uma engraçada maneira de te atrapalhar
A vida tem uma engraçada, engraçada maneira
De te ajudar, de te ajudar

Mulher do Dia: Charlotte Roche

Essa entrevista com Charlotte por Cristiane Ramalho (Revista Época) está substituindo “Mulher do Dia” da semana. =P

Ela é a antítese da feminista tradicional. Charlotte Roche, de 31 anos, tem uma voz quase infantil e, por pura provocação, veste roupas tradicionais. A escritora que está levando os alemães a ler sobre sexo como nunca não poupa ninguém de sua escatologia. Em Zonas úmidas (Editora Objetiva), romance de estreia que conta as fantasias sexuais da jovem Helen, ela critica as mulheres “limpinhas”, obcecadas por depilação. Helen é uma mulher que sai de casa com calcinha furada e se perfuma com gotinhas do líquido vaginal. O livro da apresentadora de TV que virou celebridade já vendeu 1 milhão de exemplares na Alemanha e chega às livrarias do Brasil nesta semana. Nesta entrevista, Charlotte discute as razões pelas quais é considerada uma “nova feminista”.

QUEM É
Charlotte Roche, de 31 anos, é escritora, atriz, produtora, cantora e apresentadora de TV. Nasceu na Inglaterra, mas foi criada na Alemanha. Mora em Colônia, é casada e tem uma filha de 6 anos

O QUE PUBLICOU
Zonas úmidas (Editora Objetiva), primeiro livro alemão a alcançar o topo da lista mundial dos mais vendidos da Amazon.com. No Brasil, chega às livrarias nesta semana

ÉPOCA – O que a levou a escrever sobre “zonas úmidas”?
Charlotte Roche–
Eu queria escrever um livro bem honesto sobre o corpo feminino. E foi muito divertido pensar em todos os tabus que envolvem as mulheres: em relação à higiene, a ser sexy e ter um corpo sem pelos. Por isso, criei uma mulher doente, com hemorroidas. O corpo dela dói, ela vai ao banheiro, menstrua, se masturba. Isso dá uma dimensão mais humana ao corpo feminino.
ÉPOCA – A protagonista, Helen, diz que “pessoas obcecadas por higiene a deixam louca”. Isso é o que você pensa?
Charlotte –
Sim, eu acho que isso está indo longe demais. Não entendo por que queremos nos livrar do cheiro natural do nosso corpo. Eu realmente gosto do cheiro das pessoas. Não estou falando do mau cheiro. Você pode tomar um banho uma vez por dia (risos). Mas acredito que, quando a gente se apaixona por alguém, é por causa do seu cheiro pessoal. Não entendo esse cheiro industrializado de perfume, de desodorante, sempre tentando matar o cheiro humano.

ÉPOCA – Eliminar os pelos é assunto recorrente em seu livro. Por que esse tema?
Charlotte –
O livro começa com a personagem Helen raspando os pelos no bumbum. A depilação está se tornando uma coisa extrema, uma loucura. Com frequência, as mulheres não têm mais nenhum pelo pubiano. Ao redor da vagina, todos os pelos se foram. Ficam parecendo bebês, menininhas. E não mulheres de verdade. Se há uma única mulher que não se raspa, então as outras ficam loucas, porque ela está abrindo mão dessa mania.

ÉPOCA – Você se depila?
Charlotte –
Eu raspo as partes do biquíni, as pernas, as axilas. Mas também não entendo por que tenho de fazer isso (risos). Sempre pergunto a minhas amigas: “Por que vocês se raspam?”. Ninguém consegue responder! Certa vez, quando apresentava um programa de música na TV – e era dez anos mais nova -, deixei os pelos de minhas axilas crescer. As pessoas ficaram furiosas. Escreveram e-mails dizendo que me odiavam, só porque deixei as axilas cabeludas. São especialmente as mulheres que se tornam agressivas.

ÉPOCA – Alguns críticos classificam seu livro de “pornográfico”. Isso a incomoda?
Charlotte –
É realmente um tédio. As pessoas perguntam: “Isso é pornografia ou é arte?”. Por que as coisas não podem ser uma mistura de arte e pornografia? Meu livro é político e, supostamente, feito para ser engraçado. E libertador para as mulheres. Escrevi também para deixar as pessoas excitadas.

ÉPOCA – Alice Schwarzer, tradicional feminista alemã, fez uma cruzada contra a pornografia. Como as feministas na Alemanha veem você?
Charlotte –
Sou uma jovem feminista. E o grande problema com o feminismo é que as velhas feministas odeiam as novas. Mas sou “filha” delas – queiram ou não. Sou o resultado de anos de luta da velha-guarda pelos direitos das mulheres. Para mim, é frequente encontrar, entre as velhas feministas, muitas lésbicas. E acho muito difícil elas emitirem opiniões sobre como eu, uma heterossexual, devo tratar um homem. Uma lésbica obviamente não entende de pornografia, porque é uma coisa heterossexual. E se há um jogo entre um homem e uma mulher, e mesmo se isso é agressivo, ou um jogo “sadomaso”, ou o que for, é entre homem e mulher. Muitas vezes, as feministas estão lutando contra os homens. E elas sempre pensam que fazer sexo com um homem ou calçar um salto alto para um homem é idiota. Como heterossexual, eu quero que o homem me ache atraente. Então, eu calço salto alto e assisto a pornôs com meu marido. Mas as feministas odeiam os homens. Esse é o grande problema. E as jovens feministas estão tentando ter uma relação de amizade com os homens, e não brigar com eles.

ÉPOCA – Na Alemanha, há uma onda de publicações sobre um suposto novo feminismo. Seu livro faz parte disso?
Charlotte –
Com certeza. Foi uma grande coincidência. Quando escrevi o livro, não sabia que havia outros sendo escritos. E, quando foram lançados, ficou claro que está surgindo um novo movimento feminista na Alemanha. Todas (as autoras) também foram insultadas pelas velhas feministas (risos). Meu livro ajudou a pensar sobre coisas que ainda são tabus absolutos sobre o corpo da mulher, como a masturbação. Muitas jovens não leem o livro como se ele fosse chocante, ou sexual, mas como uma leitura libertadora. Uma delas me contou, por exemplo, que vivia sem graça diante do próprio corpo, dos fluidos, do cheiro da vagina. Mas, depois de ler meu livro, passou a não ligar mais para nada disso.

Concurso americano premia Imagens Científicas

A primeira foto abaixo foi a grande vencedora de um concurso anual promovido pela revista Science e pela Fundação Nacional da Ciência, dos Estados Unidos, para premiar imagens científicas.

O concurso também premiou concorrentes nas categorias gráficos e pôsteres de informação, games interativos e mídia não interativa.

Os premiados foram anunciados na última edição da revista Science, publicada pela Associação Americana para o Avanço da Ciência. (BBC)

Esta foto, que mostra nanofibras plásticas com um diâmetro de 1/500 de um fio de cabelo ao redor de uma minúscula esfera, foi a vencedora do concurso anual sobre visualização da ciência realizado pela revista ‘Science’ e pela Fundação Nacional da Ciência, dos EUA. (foto: ‘Save our Earth. Let’s go Green’, de Sung Hoon Kang, Joanna Aizenberg e Boaz Pokroy, Harvard University). Segundo um dos autores, o pesquisador Sung Hoon Kang, da Universidade Harvard, cada minúscula fibra pode representar uma pessoa. No conjunto, elas são capazes de sustentar a esfera (ou a Terra).

Esta foto, que recebeu menção honrosa, foi tirada por um cientista da Universidade de Wisconsin e mostra cristais comprimidos de um sal coletado no Vale da Morte, na Califórnia. Ao pingar água sobre os cristais, micróbios começaram a ganhar vida. As cores são produzidas pela luz que passa pelos cristais. (‘Microbe vs. Mineral’ (foto: Michael P. Zach, University of Wisconsin – Stevens Point). Uma imagem semelhante a flores coloridas formada por uma experiência com células e uma foto que mostra o processo de auto-fertilização de uma flor.

Esta imagem foi criada por acaso com o colapso de células sobrepostas a pilares de polímeros com 10 micrômetros de altura. Os cientistas estudavam as forças exercidas pelas células e foram surpreendidos pelo aparecimento das formas. A imagem recebeu menção honrosa. (‘Flower Power’ – foto: Russell Taylor, Briana K. Whitake e Briana L. Carstens, University of North Carolina)

Esta imagem, primeiro prêmio na categoria ilustração, mostra as forças exercidas por células pulmonares ao formar capilares. A imagem faz parte de um projeto para apresentar bases de dados grandes e complexas em novas formas. (‘Branching Morphogenesis’, ilustração: Peter Lloyd Jones, Andrew Lucia e Jenny E. Sabin, University of Pennsylvania’s Sabin + Jones Lab Studio). A imagem tridimensional faz parte de um projeto para apresentar dados científicos de maneiras novas e criativas.

A ideia dos autores desta imagem de um hambúrguer de água-viva era usar uma imagem absurda para advertir sobre os riscos da pesca excessiva e das mudanças climáticas sobre a fauna marinha. Com o aquecimento dos oceanos, as águas vivas se tornariam mais comuns. (‘Jellyfish Burger’, ilustração: David Beck, Clarkson University, e Jennifer Jacquet, University of British Columbia)

Biografia e música unem e separam contemporâneos Chopin e Schumann

Via Deutsche Welle

Ambos os compositores românticos nasceram em 1810. Duas vidas conturbadas, mortes prematuras, a paixão pelo piano. O alemão admirava o polonês incondicionalmente, sem retribuição. Na música de ambos, ecos da liberdade.

“Tirem o chapéu, senhores: este é um gênio!” Este elogio derramado, publicado em 1831 no jornal musical de Leipzig Allgemeine Musikalische Zeitung, referia-se a um compositor praticamente desconhecido. Ele acabara de apresentar na sala de concertos Gewandhaus seu opus 2, as Variações para piano e orquestra sobre ‘La ci darem la mano’, uma ária do Don Giovanni de Mozart.

O astro da noite, chamado Frédéric Chopin, era filho de uma polonesa com um imigrante francês. Seu local do nascimento foi Zelazowa Wola, próxima de Varsóvia, porém a data é incerta: ou 22 de fevereiro – como se acreditava até há pouco – ou 1º de março de 1810 – mencionada repetidamente por Chopin, nas cartas à mãe. Logo após seu nascimento, a família mudou-se para a capital polonesa, onde o talento musical precoce de Frédéric pôde se desenvolver.

A estreia de Chopin na Alemanha esteve ligada ao primeiro sucesso de um publicista apenas alguns meses mais novo do que ele: Robert Schumann, nascido em 8 de junho de 1810 na cidade de Zwickau, na Saxônia. Ele também aspirava a uma carreira como pianista e compositor e, paralelamente escrevia resenhas musicais.

Crítica musical humanista

Através da mencionada crítica, o colega polonês tornou-se imediatamente conhecido em todo o país. Uma vez que, durante anos, Schumann oscilara entre a literatura e a música, ele dava forma poética a suas resenhas, do mesmo modo que a parte de suas composições.

Uma fonte de inspiração central era o autor Jean Paul. Da mesma forma que este se apresentava através das personagens Walt e Vult, Schumann dividia sua personalidade entre o combativo Florestan e o suave Eusebius.

Em 1834, o músico alemão assumiu a direção redacional da revista Neue Zeitschrift für Musik. Na apreciação sobre os dois concertos para piano e orquestra de Chopin, publicada dois anos mais tarde, Schumann pôs à prova todas as suas qualidades como publicista musical: julgamento musical seguro, linguagem exuberante, engajamento por uma sociedade humanista, aberta, que atravessasse fronteiras.

Ao atribuir ao colega polonês “uma qualidade nacional forte, original”, ele se pronuncia a favor do vizinho povo polonês, dividido entre a Rússia, a Prússia e a Áustria, e duramente massacrado, sobretudo após o fracasso do levante de 1830-31 contra a ocupação czarista. Ao mesmo tempo prestava reverência a Paris, cidade para a qual Chopin emigrara, e à bem-sucedida revolução lá ocorrida em julho de 1830.

Unidos e separados

É patente que Frédéric Chopin não retribuía plenamente o entusiasmo que Schumann lhe dedicava. Ele sorriu dos elogios exacerbados da primeira crítica, e a música do colega não lhe interessava.

No entanto, houve encontros amigáveis. Chopin visitou Leipzig pela primeira vez em 1835, quando apresentou sua Primeira balada, em sol menor a Schumann, e mais tarde a dedicou a ele.

O compositor alemão respondeu com o ciclo pianístico Kreisleriana, que igualmente traz características de balada. Enquanto Chopin se deixara inspirar pelo poeta nacional polonês Adam Mickiewicz, Schumann se apoiou no maestro Kreisler, personagem do romance fantástico Gato Murr, de E.T.A. Hoffmann.

Chopin e Schumann: há tanto para unir quanto para separar esses dois expoentes da música do Romantismo. O primeiro escreveu quase exclusivamente para o piano, o segundo também explorou outros gêneros. Com seus ritmos de dança e seu bel canto pianístico, Chopin alcançou maior popularidade.

Porém o mais cerebral Schumann é responsável por pelo menos dois hits que competem com a famosa marcha fúnebre da Sonata em si menor chopiniana: a peça Träumerei (também conhecida como Rêverie – sonho, divagação) das Cenas infantis, e o primeiro movimento da Terceira sinfonia, ‘Renana’.

Morte e liberdade

Objetos de filmes e livros, ambas as vidas foram obscurecidas pela tragédia. Chopin teve que se separar de sua companheira George Sand, mais velha e dominante, e em 17 de outubro de 1849 – aos apenas 39 anos de idade – faleceu em Paris de tuberculose, que o consumira durante anos.

O depressivo Robert Schumann foi enviado, com 44 anos incompletos, para o asilo para doentes mentais de Endenich, nas cercanias de Bonn, de onde só a morte o libertaria, em 29 de junho de 1856.

Para certos ouvintes mais alertas, a música dos dois clama por liberdade. O filósofo Theodor W. Adorno escreveu assim sobre Chopin: “É preciso ter os ouvidos tapados para não compreender que a Fantasia em fá menor chopiniana é uma espécie de música de triunfo trágico-decorativa, dizendo que a Polônia não estava perdida”.

O mesmo teórico musical afirmaria sobre a obra do contemporâneo alemão: “Nas citações da Marselhesa de Schumann ecoa, enfraquecido, o alvoroço da revolução burguesa, como em sonhos”.

Autor: Augusto Valente
Revisão: Alexandre Schossler



Apresentações de Fotojornalismo

Olá queridas pessoas! Estava a apreciar vídeos de fotografias e casualmente encontrei estas  apresentações (abaixo) de fotojornalismo.  Este curioso trabalho foi conduzido pelo Prof. Manoel Nascimento na Universidade Presbiteriana Mackenzie no ano passado (2009). Com aproximadamente 1 minuto, os acadêmicos demonstraram a essência de determinados fotógrafos. Vale a pena conferir!

Gal Oppido

Klaus Mitteldorf

Leopoldo Plentz

Chico Albuquerque

Claudia Andujar

Mário Cravo Neto

Pedro Martinelli

Sebastião Salgado

Juca Martins

Marcos Piffer

Bem, coloquei aqui somente 10 vídeos, ao total são 35, porém alguns fotógrafos se repetem. Para quem quiser assistir os outros vídeos, clique aqui. =)

Imagens abstratas

Mulher do Dia: Anne Rice

Quem é Anne Rice?

Anne Rice nasceu nos Estados Unidos no dia 4 de outubro de 1941, é uma escritora do gênero erótico, ficção cristã, horror, romance, fantasia e mistério. Ela foi casada com o poeta e pintor Stan Rice durante 41 anos, até a morte dele por câncer em 2002. Seus livros já venderam quase 100 milhões de cópias, fazendo dela um dos autores mais lidos na história moderna.

Quais as características de suas obras?

Em suas obras, Anne tenta mostrar os vampiros como seres que possuem suas paixões, teorias, sentimentos, defeitos e qualidades como os seres humanos, porém com a diferença de conseguirem sobreviver através do sangue de suas vítimas e de sua própria existência, pois para alguns deles isso se torna um fardo a ser carregado através das décadas, séculos e até milênios.

Os romances de vampiro e outras novelas que escreveu acabam sendo  histórias de transformação. Todos esses romances envolvem uma bússola moral forte. O mal não é glorificado nestes livros, pelo contrário, a luta contínua contra o mal é o tema do trabalho. A busca do bem é o tema do trabalho.

A obra “Entrevista com o Vampiro”  é sobre o desespero de um ser alienado que procura o mundo para obter alguma esperança de que sua existência possa ter significado. Sua natureza vampiro é claramente uma metáfora para a consciência humana ou a consciência moral. O tema principal do romance é a miséria desse personagem porque ele não pode encontrar a redenção e não tem a força para acabar com o mal do qual ele faz parte.

Uma coisa que une os livros é o tema da busca espiritual e moral.  Um segundo tema, fundamental para a maioria deles, é a busca do proscrito para um contexto de significado.

Quem foram suas influências?

Virginia Woolf, Ernest Hemingway, William Shakespeare, Bram Stoker, Jesus Cristo.

Curiosidades:

O nome real da autora é Howard Allen, porém Anne  se tornou “Anne” em seu primeiro dia de escola, quando uma freira perguntou-lhe qual era seu nome. Ela contou a freira “Anne,” considerando-o um nome bonito. Sua mãe, que estava junto, não corrigiu-a. Daquele dia em diante, todos se dirigiam a ela como “Anne.”

Em sua obra mais conhecida, “A Entrevista com o Vampiro”, ela conta que escreveu toda história em uma semana, logo após a morte de sua filha por leucemia ( a personagem Cláudia é retratada em sua filha).

Rice escreveu três romances eróticos sob o pseudônimo de “UM Roquelaure.”

A indecisão nos faz sentir vontade de conversar?

Não precisam de muitas palavras, a composição da letra desta música já nos diz muito (ou não). Mas acredito que todos nós em algum momento nos deparamos com essa situação. Considero esta música uma das melhores do Coldplay =)

“Conversar”

Oh, irmão, eu não consigo entrar em contato
Eu tenho tentado te alcançar
Porque eu não sei o que fazer
Oh, irmão, eu não consigo acreditar que isso seja verdade
Eu estou com tanto medo do futuro e
Eu quero conversar com você
Oh, eu quero conversar com você

Refrão:
Você poderia tirar uma foto de alguma coisa que vê
No futuro, onde eu estarei?
Você pode subir uma escada até o sol
Ou escrever uma canção que ninguém cantou
Ou fazer algo que nunca foi feito

Você está perdido ou incompleto?
Você se sente como um quebra-cabeça?
Não consegue encontrar a peça que está faltando
Diga-me como você se sente
Bem, parece que eles estão falando numa língua que eu não falo
E eles estão falando comigo

Refrão

Então, você não sabe para onde está indo e você quer conversar
Você sente como se estivesse indo para onde esteve antes
Você dirá a qualquer um que ouvir, mas você se sente ignorado
E nada está fazendo muito sentido
Vamos conversar

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