schiller Quem foi Friedrich Schiller?

Johann Christoph Friedrich von Schiller foi poeta, filósofo, historiador e dramaturgo, que juntamente com Goethe foi um dos líderes do movimento literário romântico alemão Sturm und Drang. Nasceu no dia 10 de novembro de 1759 (há 250 anos atrás), em Württemberg (atual Alemanha) e morreu no dia 9 de Maio 1805.

Quais sãs as principais características de suas obras?

Schiller é considerado pela maioria dos alemães por ser dramaturgo mais importante da Alemanha clássica. Críticos como FJ Lamport e Eric Auerbach notaram seu uso inovador da estrutura dramática e sua criação de novas formas, como o melodrama e a tragédia burguesa.

Quem foram suas influências?

Plutarco, Klopstock, Shakespeare, Lessing e Goethe, e também iluministas como Voltaire e Rousseau.

Quem foram influenciados?

A produção teatral e filosófica de Schiller teve grande influência na construção do Romantismo da Europa. Em suas obras transparecem valores iluministas, como o Humanismo, a Razão e um enaltecimento da então emergente classe burguesa. Na literatura brasileira e portuguesa Schiller também exerceu influência no poeta romântico brasileiro Gonçalves Dias.

Curiosidades:

Durante os últimos dezessete anos de sua vida (1788-1805), Schiller iniciou uma amizade com o já famoso e influente Johann Wolfgang Goethe, com quem discutia questões relativas à estética e incentivou Goethe para concluir obras que ele deixou apenas como esboços. Eles também trabalharam juntos em Xenien Die (The Xenies), uma coleção de curtos poemas satíricos em que ambos os adversários desafio Schiller e Goethe a sua visão filosófica.

Ludwig van Beethoven disse que os poemas de Schiller foram maiores do que os de Goethe.

Obras:

Drama

Os Bandoleiros (1781)
A Conjura de Fiesco (1782)
Intriga e Amor (1783)
Don Carlos (1787/88)
Wallenstein(1799)
Maria Stuart (1800)
Turandot (1801)
A Donzela de Orleáns (1801)
A Noiva de Messina (1803)
Wilhelm Tell (1803/04)
Demetrius (inacabada[1805])

Poesia

Antologia (1782)
Os Artistas (1788)
Os Deuses da Grécia (1788)
Ode à Alegria (1785)
O Ideal e a Vida (1795)
Xénias (com Goethe) (1797)
A Luva (1797)
O Canto do Sino (1799)
A Canção da Campana(1800)

Filosofia

Cartas Filosóficas (1786)
Da Arte Trágica (1792)
Cartas de Augustenburg (1793)
Sobre Graça e Dignidade (1793)
Do Patético (1793)
Do Sublime (1793)
Kallias ou Sobre a Beleza (publicado postumamente, 1847)
Cartas Sobre a Educação Estética do Homem (1795)
Poesia Ingênua e Sentimental (1796)

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