O artista britânico James Reynolds, 23 anos, usou como tema de trabalho as últimas refeições pedidas por prisioneiros no corredor da morte nos Estados Unidos. Reynalds recriou e fotografou, após muito tempo de pesquisa sobre o assunto, cardápios pouco comuns solicitados pelos condenados. Assim surgiu a sua série Últimas Ceias, o artista estuda a possibilidade de reuni-las em um livro ou uma exposição. (BBC)

Nesta foto ele reproduz o cardápio de um homem condenado por estupro e assassinato no Texas (Fotos: James Reynolds).

Refeições de redes de fast-food, como esta do KFC, são as mais comuns.

Uma bandeja de frutas foi o último pedido de Louis Jones Jr, escutado por sequestro, estupro e assassinato em Indiana, em 2003. ‘As refeições contam algo sobre a personalidade do prisioneiro’, diz o artista.

Segundo Reynolds, cada refeição pode custar até US$ 40, mas alguns condenados fazem escolhas baratas, apesar de inusitadas. ‘Fiquei fascinado em saber por que eles pedem determinado cardápio’, afirma.

Nem sempre o pedido é por comida. Cigarros são tolerados, mas analgésicos são recusados. ‘Certa vez um prisioneiro quis um revólver, mas obviamente não conseguiu’, diz Reynolds.

“Fiquei fascinado em saber por que cada um escolheu determinada refeição. Acredito que os pedidos são um retrato do prisioneiro, algo que revela um pouco da personalidade dele”, disse Reynolds à BBC Brasil.

Duas caixas de sorvete de baunilha e várias casquinhas foram o desejo final de Lewis Gilbert, antes de ser executado por assassinato em Oklahoma, em 2003.

Outro condenado por assassinato, James Hudson, fez o estranho pedido por uma bolacha e seis garrafas de Coca-cola, na Virgínia, em 2004.

Victor Feguer, executado por assassinato em 1963 em Iowa, quis uma azeitona por achar que uma oliveira cresceria dentro dele. O trabalho de James Reynolds por enquanto pode ser visto em seu website (www.jwgreynolds.co.uk)

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