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Laize Kasmirski

Um espaço para a cultura da minha mente

Categoria

Cultura

Esculturas feitas com Poeira

O artista britânico Paul Hazelton cria esculturas a partir da poeira doméstica. Ele comenta que a ideia de trabalhar com poeira surgiu pelo fato de ter crescido em um ambiente “extremamente limpo”. (BBC)

“Um dia percebi uma camada de pó sobre uma máscara e vi que eu consegui removê-la quase inteira. A partir daí, passei a ‘colecionar’ a poeira e a explorar maneiras de transformá-la em objetos tridimensionais” informa Hazelton.

Uma exposição inaugurada nesta semana em Nova York reúne inusitadas esculturas feitas de poeira.

O ser e o nada, 2007

Sua técnica consiste em umedecer o pó, moldá-lo e secá-lo com cuidado.

Moth-er, 2006

Dust (morte) Máscara, 2006

O Surrealismo de Salvador Dalí

Salvador Domingo Felipe Jacinto Dalí i Domènech, mais conhecido como Salvador Dalí,  foi um pintor surrealista espanhol catalão nascido em Figueres no dia 11 de maio de 1904, o qual teve sua morte na mesma cidade no dia 23 de janeiro de 1989. (Post de hoje foi indicação de Lucas Gomes) =D

Dalí  foi mais conhecido pelas imagens impressionantes e bizarras em seu trabalho surrealista. Suas habilidades de pintura são muitas vezes atribuídas à influência de mestres do Renascimento. (Premonição)

A melhor obra de Dalí e  mais conhecido é “A Persistência da Memória” (referente a imagem acima), teve sua conclusão em 1931. Dalí possui um repertório artístico amplo o qual inclui cinema, escultura,  fotografia e literatura.

Dalí atribuiu o seu amor “de tudo o que é excessivo e dourado, minha paixão pelo luxo e meu amor por roupas orientais” , se auto-denominava “linhagem árabe”, alegando que seus antepassados eram descendentes dos mouros. (A Tentação de Santo Antônio)

Dalí foi muito imaginativo, tinha uma afinidade com comportamento incomum e grandioso, pretendia chamar a atenção para si mesmo. Isso às vezes irritava aqueles que amavam a sua arte, uma vez que sua maneira excêntrica  poderia chamar mais a atenção do público do que o seu trabalho artístico. (Metamorfose de Narciso)

Esculturas feitas com Lápis de Cera

O artista americano Herb Williams usou 500 mil lápis de cera Crayola para criar a instalação Plunderland, que está sendo exibida em uma galeria na cidade de Nova York. Plunderland utiliza os lápis para criar uma enorme videira por onde passam coelhos e outros animais. Fazem cinco anos que começou a usar Crayolas em seus trabalhos.

Herb é uma das únicas pessoas do mundo que mantém uma conta pessoal com a empresa fabricante, pois suas esculturas podem usar até centenas de milhares de lápis. No momento em que recebe os lápis, eles estão em caixas de cores individuais contendo três mil unidades cada, sendo que são cortados para obter o tamanho ideal. (BBC)

Entre seus trabalhos estão animais e celebridades, muitos deles contendo até 250 mil Crayolas. (Instalação de Plunderland)

“Para a maioria dos adultos, a visão e o cheiro dos lápis de cera produzem memórias específicas da infância”, diz ele. (Yellow Dog)

“O desvio no caminho da nostalgia é a criação de um novo objeto, com um material que não havia sido feito para isso. Esse elemento de interação inesperada e a brincadeira me pegaram desde o começo.”(First Nude – Marilyn Monroe)

Sobre a instalação Plunderland, Williams diz que o “aspecto tecnicolor e semelhante a um cabo da videira é definitivamente uma referência à era digital”. (Technicolor Vine)

Segundo o artista, os animais e objetos criados usando apenas as pontas dos lápis têm um efeito pixelado que também é proposital. (Homage to Damien Hirst )– (Skull)

Os coelhos brancos, por exemplo, representam “a odisséia humana que já foi deturpada”. “Em cada um deles falta alguma coisa, seja um pé da sorte, uma orelha ou um rabo”, diz. (White Rabbit)

“Eu amo usar criaturas do reino animal para representar as lutas ou desejos humanos.” (Man in Black)

Para visualização de outras obras, visite: HerbWilliamsart.com e Flickr.com/herbwilliamsart.

Esculturas em Papel A4

O artista dinamarquês Peter Callesen, 42 anos,  se especializou em fazer obras de arte a partir de folhas de papel A4, utilizando somente papel, um estilete e cola. Callesen trabalhos expostos atualmente nos museus Trapholt e Kunstmuseet Køge Skitsesamling, na Dinamarca e no museu Bellerive, em Zurique, na Suíça.. Suas esculturas em papel custam aproximadamente R$ 7.500. (BBC)

Ele transforma as folhas em intrincados objetos tridimensionais acompanhados de ‘sombras’ planas. (Hunting, 2005)

O papel cortado é dobrado e colado para formar objetos que vão desde formas humanas e animais a construções. (The Short Distance Between Time and Shadow, 2006)

Callesen observa que as folhas de papel A4 são “provavelmente o meio mais comum e consumido para passar informações hoje”, mas que sua materialidade é raramente notada. (Impenetrable Castle, 2005)

Para ele, suas obras preenchem um objeto neutro com diferentes significados, e o papel dá às esculturas “uma fragilidade que reforça o tema trágico e romântico” de seu trabalho. (Half Way Through, 2006)

O desenvolvimento de cada escultura pode levar até duas semanas. (White Hand, 2007)

Trabalhos de Callesen também estão expostos no museu Bellerive, em Zurique, na Suíça. (Closet, 2006)

As obras dele também podem ser vistas no site www.petercallesen.com.

Esculturas Elétricas

O americano Bert Hickman, de 62 anos, transformou em arte seus 32 anos de experiência como experiência como engenheiro, criando esculturas com descargas elétricas. Para formar imagens em 2D e em 3D, Hickman,  utiliza um acelerador de partículas de 5 milhões de volts. (BBC)

Bert Hickman transformou 32 anos de experiência profissional em hobby. (Foto: Mike Walker).

Ele utiliza um acelerador de partículas, que ao injetar elétrons em um molde de acrílico, provoca uma descarga de até 2,5 milhões de volts (Foto: Mike Walker).

Segundo ele, a descarga elétrica retida no molde é semelhante àquela que se acumula em nuvens durante uma tempestade (Foto: Bert Hickman/Stoneridge Engineering).

O resultado é um efeito muito parecido com o de um raio dentro do acrílico, que deixa um rastro de tubos e frações microscópicos (Foto: Bert Hickman/Stoneridge Engineering).

Sem modéstia, Hickman diz que suas esculturas de luz são “as melhores em 2D e 3D do mundo” (Foto: Bert Hickman/Stoneridge Engineering).

Charles Chaplin x Francis Scott Fitzgerald

Acordei pensando em poesia (que mentira), bem, mas resolvi postar alguma coisa hoje que envolvesse a poesia ou um poema. Lembrei de Charles Chaplin na hora (possui muitas das quais eu considero formidáveis). Então, escolhendo uma que fosse perfeita para o final de semana encontrei essa abaixo, a qual me fez lembrar de um filme: O curioso caso de Benjamin Button.

A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.

Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.

Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?

Charles Chaplin

O Filme “O Curioso Caso de Benjamin Button” possui uma história muito semelhante a ideia proposta por Chaplin, para quem ainda não assistiu, eu recomendo. Veja abaixo o trailer e a sinopse:

Nome original: The Curious Case of Benjamin Button
Direção: David Fincher
Elenco: Brad Pitt, Cate Blanchett
Gênero: Drama
Ano: 2008

Drama baseado no clássico romance homônimo escrito por F. Scott Fitzgerald nos anos de 1920, que conta a história de Benjamin Button, um homem que misteriosamente começa a rejuvenescer e passa a sofrer as bizarras consequências do fenômeno. Button, estranhamente, chega aos seus 80 e poucos anos – na New Orleans de 1918, quando a Primeira Guerra está chegando ao fim – e a partir disso começa a ficar mais jovem. Ainda que a cronologia do tempo segue normalmente e ele invada os anos do século 21.

Sobre os autores:

Charles Spencer Chaplin, Jr., (Charles Chaplin), nasceu no dia 16 de Abril de 1889 e faleceu no dia 25 de Dezembro de 1977. Chaplin foi um ator, diretor, dançarino, roteirista e músico britânico. Ele foi um dos atores mais famosos do período conhecido como Era de Ouro do cinema estadunidense.

Francis Scott Fitzgerald, nasceu no dia 24 de setembro de 1896 e faleceu no dia 21 de dezembro de 1940, foi um escritor americano. Fitzgerald é considerado um dos maiores escritores americanos do século XX. Suas histórias, reunidas sob o título Contos da Era do Jazz, refletiam o estado de espírito da época. Foi um dos escritores da chamada “geração perdida” da literatura americana.

Agora surge a questão: Chaplin se inspirou em Fitzgerald ou Fitzgerald se inspirou em Chaplin? Há mais alguém envolvido nessa “inspiração”?

Pintura, o corpo feminino é a tela

Craig Tracy (artista americano) se especializou na pintura de corpos e em 2006 abriu a primeira galeria de arte do mundo especializada em pintura corporal.  Ele nasceu e cresceu em Nova Orleans, onde os corpos pintados durante o Mardi Gras o inspiraram, desde criança, a se tornar artista plástico.

Filho de hippies, aos 16 anos ele trabalhava como ilustrador em um shopping center da cidade. Depois de se formar em Belas Artes, continuou atuando na área por alguns anos, até abandonar a carreira e se dedicar a técnica da pintura corporal. (BBC)

pintura corporalNesta foto, o corpo da modelo forma o nariz do leopardo (demorei para reparar, só lendo mesmo)

pintura corporal2Em sua obra, Tracy busca unir algumas de suas paixões: a forma do corpo feminino e a arte de pintar sobre ele. Com esta obra, do início da carreira, o artista teve certeza de que estava no caminho certo para se expressar artisticamente.

pintura corporal3A paixão dele cresceu tanto, que Tracy se tornou um colecionador de obras de arte de pintura corporal. Esta obra foi inspirada pelo filme ‘Beleza Americana’. O artista quis eternizar o vermelho sobre o corpo da modelo.

pintura corporal4Nesta obra há, na verdade, duas modelos! O olho do animal é pintado sobre o seio de uma delas, enquanto a mão de sua irmã forma o nariz da fera. ‘Calhou de a modelo trazer sua irmã para o estúdio e ela, literalmente, deu uma mão’.

pintura corporal5Tracy afirma que a forma da modelo – em particular sua diminuta cintura – inspirou esta obra. Todas as sombras foram pintadas no corpo da modelo – nenhuma luz foi usada na foto – e além do branco e preto, o artista usou algumas cores.

pintura corporal6A natureza é também uma das paixões do artista, que começou pintando animais nos corpos femininos. Ele leva cerca de 24 horas para completar suas pinturas em estúdio e fotografá-las. Aqui, ele manteve as ‘imperfeições’ da pintura. (Nem vou imaginar o que pode ser a terra, ou melhor, adubo)

pintura corporal7Nesta obra, Tracy quis mostrar que o sol visto do fundo do mar – como visto pelos mergulhadores – é muito mais interessante. O artista – que trabalha com o volume do corpo feminino – ‘encaixa’ suas modelos sobre um fundo para finalizar o ‘quadro’.

pintura corporal8Na galeria, além de fotografias, ele vende gravuras em papel e tela, além de livros dedicados ao assunto. Além disso, ele dá palestras sobre o tema.

pintura corporal9Tracy conta que essa pintura – repersentando um caleidoscópio – foi a que demorou mais tempo na pré-produção, já que ele teve que encomendar uma plataforma para posicionar a modelo. A posição da modelo também dificultou o processo.

Quem tiver interesse em ver outras pinturas acesse: Craig Tracy (Tem algumas que são meio “fortes”, cuidado)

Os Simpsons + Matt Groening

The_Simpsons

Os Simpsons é um seriado americano de televisão criado por Matt Groening para a Fox Broadcasting Company. A série satiriza (de forma inteligente) o estilo de vida da classe média americana, assim como a cultura, sociedade, televisão e muitos outros aspectos relacionado ao ser humano.

Simpsons teve sua estréia em 17 de dezembro de 1989 (20 anos atrás), no final de setembro deste ano iniciou-se a 21ª temporada. A animação é representada por uma  família com sobrenome Simpsons, fazendo parte dela: Homer, Marge, Bart, Lisa e Maggie.

Homer Jay Simpson é desajeitado e pouco inteligente, inspetor de segurança da Usina Nuclear. Marjorie “Marge” (Bouvier) Simpson é a esposa de Homer, dona de casa estereotipada. Bartholomew Jojo “Bart” Simpson (um delinqüente), é o filho mais velho, tem 10 anos de idade e estuda na escola municipal de Springfield, onde é um aluno medíocre. Elisabeth Marie Simpson (a gênia) filha do meio, tem 8 anos e possui uma inteligência fora do comum para sua idade e é frequentemente incompreendida pelos adultos e pelas outras crianças da cidade. Margaret “Maggie” Simpson (um bebê que ainda não fala), é a filha mais nova, sempre vista usando sua chupeta e quando ela anda, tropeça em sua roupa e cai de cara no chão.

Sobre o autor:

Matthew Abram Groening (Matt Groening) fez seu primeiro desenho profissional “Life in Hell” em 1977. Esta tira semanal chamou a atenção de James L. Brooks (diretor americano, produtor e roteirista). Em 1985, Brooks contatou Groening com a proposta de trabalhar em animação para a Fox. Inicialmente, Brooks queria Groening para adaptar Life in Hell para o seriado. Temendo a perda dos seus direitos autorais, Groening criou uma nova família e nomeou-os com alguns membros de sua própria família. (Abaixo uma tira de Life in Hell).

matt

Depois de passar alguns anos pesquisando a ficção científica, Groening junto com o roteirista e produtor David X. Cohen, desenvolveram em 1997  Futurama, uma série animada sobre a vida no ano 3000.

O Livro Vermelho de Carl Gustav Jung

livrovermelhoNo dia 07/10/09 (quarta-feira), foi exibido pela primeira vez o secreto livro do psiquiatra suíço Carl Gustav Jung (fundador da psicologia analítica), “The Red Book, guardado em um banco em Zurique durante 23 anos.

O livro é um diário com 16 anos de anotações de Carl Jung sobre sua viagem ao inconsciente. Muitas pessoas já tinham o conhecimento que esse livro existia, porém nunca tiveram acesso a ele. Descendentes de Jung negavam autorizar a publicação, até que o  psicólogo britânico Sonu Shamdasani conseguiu convencê-los em 1997.

Entre as alucinações que circundavam o pensamento de Jung encontram-se as viagens que levavam à morte, a paixão por uma mulher que depois descobre ser sua irmã, se ver esmagado por uma gigantesca serpente e comer o fígado de uma criança. São fantasiar, porém podem fazer parte dos desejos proibidos de qualquer pessoa. Uma vez expostas, chocam os olhos de certas pessoas. No epílogo ele advertia: “Para o observador superficial parecerá uma loucura.” Em outra parte, expressa perturbação. “Acredito que estou completamente perdido. Estarei realmente louco? É tudo terrivelmente confuso.” (O livro parece ser formidável!)

O Livro Vermelho é uma mistura de trabalho científico com obra de arte. Jung tinha 39 anos quando começou a escrever o diário, em 1914. No total, o trabalho tem 205 páginas. Na Amazon o livro custa US$ 117 (se alguém quiser me dar de presente eu ficaria muitíssima feliz hehe). O original será mostrado no Rubin Museum of Art. (Isto é, Yahoo)

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