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Laize Kasmirski

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Homem/Mulher do dia

Mulher do Dia: Charlotte Roche

Essa entrevista com Charlotte por Cristiane Ramalho (Revista Época) está substituindo “Mulher do Dia” da semana. =P

Ela é a antítese da feminista tradicional. Charlotte Roche, de 31 anos, tem uma voz quase infantil e, por pura provocação, veste roupas tradicionais. A escritora que está levando os alemães a ler sobre sexo como nunca não poupa ninguém de sua escatologia. Em Zonas úmidas (Editora Objetiva), romance de estreia que conta as fantasias sexuais da jovem Helen, ela critica as mulheres “limpinhas”, obcecadas por depilação. Helen é uma mulher que sai de casa com calcinha furada e se perfuma com gotinhas do líquido vaginal. O livro da apresentadora de TV que virou celebridade já vendeu 1 milhão de exemplares na Alemanha e chega às livrarias do Brasil nesta semana. Nesta entrevista, Charlotte discute as razões pelas quais é considerada uma “nova feminista”.

QUEM É
Charlotte Roche, de 31 anos, é escritora, atriz, produtora, cantora e apresentadora de TV. Nasceu na Inglaterra, mas foi criada na Alemanha. Mora em Colônia, é casada e tem uma filha de 6 anos

O QUE PUBLICOU
Zonas úmidas (Editora Objetiva), primeiro livro alemão a alcançar o topo da lista mundial dos mais vendidos da Amazon.com. No Brasil, chega às livrarias nesta semana

ÉPOCA – O que a levou a escrever sobre “zonas úmidas”?
Charlotte Roche–
Eu queria escrever um livro bem honesto sobre o corpo feminino. E foi muito divertido pensar em todos os tabus que envolvem as mulheres: em relação à higiene, a ser sexy e ter um corpo sem pelos. Por isso, criei uma mulher doente, com hemorroidas. O corpo dela dói, ela vai ao banheiro, menstrua, se masturba. Isso dá uma dimensão mais humana ao corpo feminino.
ÉPOCA – A protagonista, Helen, diz que “pessoas obcecadas por higiene a deixam louca”. Isso é o que você pensa?
Charlotte –
Sim, eu acho que isso está indo longe demais. Não entendo por que queremos nos livrar do cheiro natural do nosso corpo. Eu realmente gosto do cheiro das pessoas. Não estou falando do mau cheiro. Você pode tomar um banho uma vez por dia (risos). Mas acredito que, quando a gente se apaixona por alguém, é por causa do seu cheiro pessoal. Não entendo esse cheiro industrializado de perfume, de desodorante, sempre tentando matar o cheiro humano.

ÉPOCA – Eliminar os pelos é assunto recorrente em seu livro. Por que esse tema?
Charlotte –
O livro começa com a personagem Helen raspando os pelos no bumbum. A depilação está se tornando uma coisa extrema, uma loucura. Com frequência, as mulheres não têm mais nenhum pelo pubiano. Ao redor da vagina, todos os pelos se foram. Ficam parecendo bebês, menininhas. E não mulheres de verdade. Se há uma única mulher que não se raspa, então as outras ficam loucas, porque ela está abrindo mão dessa mania.

ÉPOCA – Você se depila?
Charlotte –
Eu raspo as partes do biquíni, as pernas, as axilas. Mas também não entendo por que tenho de fazer isso (risos). Sempre pergunto a minhas amigas: “Por que vocês se raspam?”. Ninguém consegue responder! Certa vez, quando apresentava um programa de música na TV – e era dez anos mais nova -, deixei os pelos de minhas axilas crescer. As pessoas ficaram furiosas. Escreveram e-mails dizendo que me odiavam, só porque deixei as axilas cabeludas. São especialmente as mulheres que se tornam agressivas.

ÉPOCA – Alguns críticos classificam seu livro de “pornográfico”. Isso a incomoda?
Charlotte –
É realmente um tédio. As pessoas perguntam: “Isso é pornografia ou é arte?”. Por que as coisas não podem ser uma mistura de arte e pornografia? Meu livro é político e, supostamente, feito para ser engraçado. E libertador para as mulheres. Escrevi também para deixar as pessoas excitadas.

ÉPOCA – Alice Schwarzer, tradicional feminista alemã, fez uma cruzada contra a pornografia. Como as feministas na Alemanha veem você?
Charlotte –
Sou uma jovem feminista. E o grande problema com o feminismo é que as velhas feministas odeiam as novas. Mas sou “filha” delas – queiram ou não. Sou o resultado de anos de luta da velha-guarda pelos direitos das mulheres. Para mim, é frequente encontrar, entre as velhas feministas, muitas lésbicas. E acho muito difícil elas emitirem opiniões sobre como eu, uma heterossexual, devo tratar um homem. Uma lésbica obviamente não entende de pornografia, porque é uma coisa heterossexual. E se há um jogo entre um homem e uma mulher, e mesmo se isso é agressivo, ou um jogo “sadomaso”, ou o que for, é entre homem e mulher. Muitas vezes, as feministas estão lutando contra os homens. E elas sempre pensam que fazer sexo com um homem ou calçar um salto alto para um homem é idiota. Como heterossexual, eu quero que o homem me ache atraente. Então, eu calço salto alto e assisto a pornôs com meu marido. Mas as feministas odeiam os homens. Esse é o grande problema. E as jovens feministas estão tentando ter uma relação de amizade com os homens, e não brigar com eles.

ÉPOCA – Na Alemanha, há uma onda de publicações sobre um suposto novo feminismo. Seu livro faz parte disso?
Charlotte –
Com certeza. Foi uma grande coincidência. Quando escrevi o livro, não sabia que havia outros sendo escritos. E, quando foram lançados, ficou claro que está surgindo um novo movimento feminista na Alemanha. Todas (as autoras) também foram insultadas pelas velhas feministas (risos). Meu livro ajudou a pensar sobre coisas que ainda são tabus absolutos sobre o corpo da mulher, como a masturbação. Muitas jovens não leem o livro como se ele fosse chocante, ou sexual, mas como uma leitura libertadora. Uma delas me contou, por exemplo, que vivia sem graça diante do próprio corpo, dos fluidos, do cheiro da vagina. Mas, depois de ler meu livro, passou a não ligar mais para nada disso.

Mulher do Dia: Anne Rice

Quem é Anne Rice?

Anne Rice nasceu nos Estados Unidos no dia 4 de outubro de 1941, é uma escritora do gênero erótico, ficção cristã, horror, romance, fantasia e mistério. Ela foi casada com o poeta e pintor Stan Rice durante 41 anos, até a morte dele por câncer em 2002. Seus livros já venderam quase 100 milhões de cópias, fazendo dela um dos autores mais lidos na história moderna.

Quais as características de suas obras?

Em suas obras, Anne tenta mostrar os vampiros como seres que possuem suas paixões, teorias, sentimentos, defeitos e qualidades como os seres humanos, porém com a diferença de conseguirem sobreviver através do sangue de suas vítimas e de sua própria existência, pois para alguns deles isso se torna um fardo a ser carregado através das décadas, séculos e até milênios.

Os romances de vampiro e outras novelas que escreveu acabam sendo  histórias de transformação. Todos esses romances envolvem uma bússola moral forte. O mal não é glorificado nestes livros, pelo contrário, a luta contínua contra o mal é o tema do trabalho. A busca do bem é o tema do trabalho.

A obra “Entrevista com o Vampiro”  é sobre o desespero de um ser alienado que procura o mundo para obter alguma esperança de que sua existência possa ter significado. Sua natureza vampiro é claramente uma metáfora para a consciência humana ou a consciência moral. O tema principal do romance é a miséria desse personagem porque ele não pode encontrar a redenção e não tem a força para acabar com o mal do qual ele faz parte.

Uma coisa que une os livros é o tema da busca espiritual e moral.  Um segundo tema, fundamental para a maioria deles, é a busca do proscrito para um contexto de significado.

Quem foram suas influências?

Virginia Woolf, Ernest Hemingway, William Shakespeare, Bram Stoker, Jesus Cristo.

Curiosidades:

O nome real da autora é Howard Allen, porém Anne  se tornou “Anne” em seu primeiro dia de escola, quando uma freira perguntou-lhe qual era seu nome. Ela contou a freira “Anne,” considerando-o um nome bonito. Sua mãe, que estava junto, não corrigiu-a. Daquele dia em diante, todos se dirigiam a ela como “Anne.”

Em sua obra mais conhecida, “A Entrevista com o Vampiro”, ela conta que escreveu toda história em uma semana, logo após a morte de sua filha por leucemia ( a personagem Cláudia é retratada em sua filha).

Rice escreveu três romances eróticos sob o pseudônimo de “UM Roquelaure.”

Homem do Dia: Richard Matheson

Quem é Richard Matheson?

Richard Burton Matheson nasceu no dia 20 de fevereiro de 1926 nos Estados Unidos. É escritor e roteirista, principalmente no gênero de  fantasia, horror e ficção científica. Ele é talvez mais conhecido como o autor de What Dreams May Come (Amor Além da Vida), Somewhere In Time (Em Algum Lugar no Passado) e I Am Legend (Eu Sou a Lenda), todos os três adaptados para filmes tornando-se grandes obras.

Quais as características de suas obras?

Seu primeiro conto, “Born of Man and Woman”, apareceu na Magazine of Fantasy and Science Fiction em 1950. Era sobre uma criança monstruosa acorrentado na adega de seus pai. A história foi contada em primeira pessoa, como um diário da criatura e imediatamente fez Matheson famoso. Entre 1950 e 1971, Matheson produziu dezenas de histórias, freqüentemente mistura elementos de ficção científica, horror e gêneros de fantasia, fazendo contribuições importantes para o desenvolvimento do horror moderno.

Várias de suas histórias, como “Third from the Sun” (1950), “Deadline” (1959) e Button, Button “(1970) são roteiros simples mas com um final surpreendente, outros, como” Trespass” (1953),” Being” (1954) e” Mute” (1962) exploram os dilemas dos personagens em vinte ou trinta páginas. Alguns contos, como “The Funeral” (1955) e “The Doll that Does Everything” (1954) incorporam um humor satírico e são escritos em uma prosa histericamente exagerada muito diferente do seu habitual estilo. Outros, como “The Test” (1954) e “Steel” (1956), retratam situações que são ao mesmo tempo futurísticas e cotidianas. Outros ainda, como “Mad House” (1953), “The Curious Child” (1954) e talvez a mais famosa, “Duel” (1971) são contos de paranóia, em que o ambiente cotidiano atual se torna inexplicavelmente estranho e ameaçador.

Quem foram os influenciados?

Stephen King listou Matheson como uma influência criativa e seu romance Cell (Celular) é dedicado a Matheson, juntamente com o cineasta George A. Romero.

Em 7 de agosto de 2009, a Entertainment Weekly dedicou-se a vampiros, Anne Rice afirmou que quando ela era criança, o conto de Matheson “A Dress Of White Silk“, foi uma influência primordial no início de seu interesse por vampiros e ficção fantasia.

Curiosidades:

– Casou-se em 1952 e tem quatro filhos, três deles são autores de ficção científica e roteiros.

– Ele escreveu uma série de episódios para série de TV americana The Twilight Zone, incluindo “Steel“, e o famoso “Nightmare at 20.000 Feet”, além de “Little Girl Lost”, uma história sobre uma menina caída no quarta dimensão.

– Ele também contribuiu com uma série de roteiros para a série Lawman da Warner Brothers entre 1958 e 1962.

– Ele escreveu um episódio para Star Treck “The Enemy Within”, é considerado um dos melhores.

– Um personagem chamado “O senador Richard Matheson” apareceu em vários episódios de Arquivo X. O criador da série, Chris Carter, era um fã da obra de Matheson

– Na série “Querida, encolhi as crianças” a família Szalinski teve de se mudar para a cidade de Matheson, Colorado.

– O telepata “John Matheson” na”Cruzada” foi nomeado em honra do Matheson.

Homem do Dia: Bram Stoker

Quem foi Bram Stoker?

Abraham “Bram” Stoker nasceu no dia 8 de novembro de 1847 na Irlanda e faleceu  no dia 20 de Abril 1912 na Inglaterra. Ele foi um romancista e autor de contos, mais famoso atualmente por seu romance gótico Drácula. Durante sua vida, ele era mais conhecido como o assistente pessoal do ator Henry Irving e gerente de negócios do Lyceum Theatre em Londres, o qual Irving era proprietário.

Quais são as principais características de sua obra?

Antes de escrever Drácula, Bram Stoker passou vários anos pesquisando o folclore europeu e histórias mitológicas dos vampiros. Dracula é um romance epistolar, escrito como uma coleção de formato realista, mas totalmente fictícia, possui entradas ao diário, telegramas, cartas, registros do navio e recortes de jornais. Todos os citados acrescentaram um nível de realismo detalhado de sua história, uma habilidade que desenvolveu como um escritor de jornal. No momento da sua publicação, foi considerado um “romance de horror simples” baseado em criações imaginárias da vida sobrenatural. “Ele deu forma a uma fantasia universal… E se tornou parte da cultura popular.”

Segundo a Encyclopedia of World Biography, as histórias de Stoker são hoje incluídas dentro das categorias de “ficção de horror”, histórias “góticas romantizadas”  e “melodrama.” Suas obras são classificados junto de outras “obras de ficção popular”, como Frankenstein de Shelley que, segundo o historiador Jules Zanger, também usou o “mito de decisões” e com histórias usando o método de ter “narradores múltiplos” citando o mesmo conto com perspectivas diferentes. “Eles não podem estar mentindo”, pensa o leitor.

Stoker tinha um forte interesse na ciência e na medicina e uma crença no progresso. Alguns dos seus romances como A Dama do Sudário (1909) pode ser visto como ficção científica precoce.

Quem foram suas influências?

John Polidori, Sheridan Le Fanu.

Quem foram os influenciados?

Stephen King, Anne Rice, Miroslav Šustek.

Curiosidades:

– Em 1878, Stoker casou-se com a magnífica Florença Balcombe, filha do tenente-coronel James Balcombe de 1 Marino Crescent, a qual era para ter sido esposa de  Oscar Wilde. Stoker tinha conhecido Wilde em seus dias de estudante, tendo-lhe proposto para a adesão da universidade Philosophical Society, enquanto ele era presidente.

– Inspirações Stoker para a história de Drácula, além de Whitby, pode ter incluído uma visita ao Castelo Slains em Aberdeenshire, uma visita à cripta de St. Michan’s Church in Dublin e  na novela Carmilla de Joseph Sheridan Le Fanu.

Homem do Dia: H. P. Lovecraft

Caricatura por Bruce Timm

Quem foi H. P. Lovecraft?

Howard Phillips Lovecraft nasceu no dia 20 de agosto de 1890 e faleceu no dia 15 de março de 1937. Ele foi um autor americano de horror, fantasia e ficção científica, conhecido simplesmente por ficção gótica. A maior inspiração e invenção de Lovecraft foi horror cósmico, a idéia de que a vida é incompreensível para mentes humanas e que o universo é fundamentalmente estrangeiro.

Quais são as principais características de suas obras?

Lovecraft é um dos poucos autores em que obra literária é voltada exclusivamente para o horror, tendo como finalidade perturbar o leitor, atraindo-o para a atmosfera,  para o ambiente, para o clima daquilo que lê. Na maior parte de seus contos e obras um dos ingredientes da fórmula lovecraftniana para seduzir o leitor é o uso da primeira pessoa, sendo que os acontecimentos são vividos pelo narrador da história.

Suas constantes referências a horrores antigos e a monstros e divindades ancestrais acabaram por gerar um tipo de mitologia, atualmente chamada Cthulhu Mythos, a qual contém vários panteões de seres extradimensionais tão poderosos que eram ou podiam ser considerados deuses, os quais reinaram sobre a Terra milhões de anos atrás. Alguns dos seres teriam sido os responsáveis pela criação da raça humana e que  teriam uma intervenção direta em toda a história do universo. (Cthulhu é uma entidade, um ser fantástico, o mais poderoso dos Grandes Ancestrais).

Suas obras foram profundamente pessimistas e cínicas, desafiando os valores do Iluminismo, Romantismo e humanismo cristão. Os protagonistas de Lovecraft geralmente atingiam a oposição do “conhecimento divino” (gnose) tradicional e misticismo por momentaneamente vislumbrar o horror da realidade suprema.

Quem foram suas influências?

Lovecraft foi influenciado por autores como Gertrude Barrows Bennett, Oswald Spengler e Robert W . Chambers. Ele teve uma profunda afeição pelas obras de Edgar Allan Poe, que fortemente influenciou suas primeiras histórias macabras e estilo de escrita conhecida por sua atmosfera arrepiante e medos oculto. Também foi influenciado pelas histórias de Lord Dunsany com seus deuses poderosos vivendo em um mundo alternativo, redirecionou sua escrita, reultando em uma série de imitadas fantasias definida como “Dreamlands “.

Foi provavelmente a influência de Arthur Machen, no qual sinistro horrores antigos espreitam e são capazes de cruzar com os povos modernos, que acrescentou o último ingrediente e finalmente ajudou a inspirar Lovecraft para encontrar sua própria voz a partir de 1923 em diante.

Quem foram os influenciados?

O nome HP Lovecraft é sinônimo de ficção terror, sua escrita, particularmente  o   ” Cthulhu Mythos ” tem influenciado escritores de todo o mundo. Princípios Lovecraftian podem ser encontrados em novelas, filmes, música, quadrinhos e desenhos animados. Muitos escritores de horror moderno, incluindo Stephen King, Little Bentley, Joe R. Lansdale, Alan Moore, Junji Ito, F. Paul Wilson e Neil Gaiman citaram Lovecraft como uma de suas principais influências.

Curiosidades

A expressão Cthulhu Mythos foi criada após a morte de Lovecraft, pelo escritor August Derleth. Lovecraft criou também uma das mais famosas histórias de terror: o Necronomiconum livro de invocação de demônios escrito pelo louco árabe Abdul Alhazred (escritor fictício).

As ficção de Lovecraft foram agrupados em três categorias por alguns críticos.

  • Macabre stories (aproximadamente 1905-1920)
  • Dream Cycle stories  (aproximadamente 1920-1927)
  • Cthulhu Mythos / Lovecraft Mythos stories (aproximadamente 1925-1935)

Alguns críticos vêem pouca diferença entre o Dream Cyclo e o Mythos, geralmente recorrendo para o Necronomicon e subsequente “deuses”. Uma explicação freqüentemente dada é que o Dream Cycle pertence mais ao gênero de fantasia, enquanto que o Mythos é ficção científica. Além disso, muitos dos elementos sobrenaturais do Dream Cycle tem lugar em sua própria esfera ou dimensão mitológica, separado de nosso próprio nível de existência. O Mythos, por outro lado, é colocado dentro de uma mesma realidade e do cosmos em que os humanos vivem.

Homem do Dia: Mark Twain

Quem foi Mark Twain?

Samuel Langhorne Clemens mais conhecido como Mark Twain nasceu no dia 30 de novembro de 1835 nos Estados Unidos e faleceu no dia 21 de abril de 1910 no mesmo país. Ele foi um escritor, humorista e palestrante. Após a sua morte, ele foi saudado como o “maior humorista americano de sua idade”, sendo que William Faulkner (um dos maiores escritores estadunidenses do século XX) o considerou como “o pai da literatura americana.”

Quais sãs as principais características de suas obras?

Twain começou sua carreira de escritor versos leves e humorísticos, depois evoluiu tornando-se um cronista das frivolidades, hipocrisias e assassinatos feito pela  humanidade. Ele foi um mestre em processamento da fala coloquial e ajudou a criar e popularizar uma literatura distintivamente americana baseada nos temas e nas linguagens. Muitas das obras de Twain foram omitidas por vários motivos.

A publicação mais importante de Mark Twain foi “As Aventuras de Tom Sawyer”, que descreveu sua juventude em Hannibal. O personagem de Tom Sawyer foi baseado em Twain quando criança. “O príncipe e o mendigo” também muito conhecido, não foi uma obra muito aceita. Este livro conta a história de dois meninos nascidos no mesmo dia e que são fisicamente idênticos, porém um rico e outro pobre. O livro “Aventuras de Huckleberry Finn” solidificou-o como um notável escritor americano. Alguns o chamaram de o primeiro Grande Romance Americano, o livro tornou-se leitura obrigatória em muitas escolas por todo os Estados Unidos. Huckleberry Finn foi um desdobramento de Tom Sawyer e provou ter um tom mais sério do que seu livro anterior. A premissa principal exposta é a crença do menino na coisa certa a fazer, embora a maioria da sociedade acredita que ele estava errado. Mark Twain também escreveu um livro sobre as recordações pessoas de “Joana D´arc”.

Quem foram suas influências?

Artemus Ward, Charles Dickens, Thomas Paine, Robert Henry Newell, Josh Billings, Alexander Carlyle, Plínio, Heródoto, Plutarco, William Dean Howells, Robert Browning.

Quem foram influenciados?

Kurt Vonnegut, Gore Vidal, Ernest Hemingway, William Faulkner, HL Mencken, Hunter S. Thompson, Hal Holbrook, Jimmy Buffett, Ron Powers, Ralph Ellison, Ken Kesey, Michael Crichton, Robert A. Heinlein.

Curiosidades:

Acredita-se que o pseudônimo “Mark Twain” surgiu com a época em que trabalhou com barcos a vapor, costumavam gritar “Mark” para marcar a profundidade das embarcações. Porém também tem outra hipótese,  talvez tenha originado quando ele costumava pedir dois drinks e dizia para o atendente do bar “marcar duplo” (“mark twain”) em sua conta. Twain já havia usado diferentes pseudônimos antes de se decidir sobre Mark Twain. Ele assinou esboços humorísticos e imaginativos com Josh até 1863. Além disso, ele usou o pseudônimo de Thomas Jefferson Snodgrass para uma série de cartas bem-humoradas.

Twain possui três invenções patenteadas, qual inclui uma melhoria “em correia destacável e ajustável para o vestuário” (para substituir suspensórios), um jogo de história trivial e de maior sucesso comercial foi um auto-colar recados, um adesivo seco nas páginas apenas necessário ser umedecida antes da utilização.

Twain era um defensor intransigente da abolição e emancipação. Também foi defensor dos direitos das mulheres, inclusive para poderem votar.

Homem do Dia: Jason Becker

O “Homem do Dia” de hoje foi indicação de Ronildo Garcia.

Jason Becker nasceu no dia 22 de julho de 1969 nos Estados Unidos. Ele é um guitarrista neo-clássico e compositor. O pai de Becker, que havia estudado violão erudito, lhe deu uma guitarra quando tinha 3 anos e inclusive deu aulas. Jason tocava músicas do Bob Dylan, Eric Clapton, Jeff Beck e Eddie Van Halen, entre outros. Com 16 anos, Becker conheceu Marty Friedman (ex-guitarrista do Megadeth), o qual se tornaram amigos e criaram a banda Cacophony em que gravaram dois álbuns: Speed Metal Symphony em 1987 e Go Off! em 1988 (nesse mesmo ano ele lançou um álbum solo:   Perpetual Burn.)

Aos 20 anos, Becker se juntou a banda de David Lee Roth, substituindo Steve Vai que foi tocar com Whitesnake. Durante a gravação de A Little Ain’t Enough em 1989, Becker disse que sentia, “lazy limp” (coxeadura preguiçosa??) em sua perna esquerda. Logo foi diagnosticado com ALS — esclerose lateral amiotrófica (uma doença degenerativa e incapacitante) e lhe deram três a cinco anos de vida. Embora tenha conseguido terminar o álbum, que foi lançado em 1991, ele não pode participar da turnê devido a sua incapacidade para desempenhar no palco.

Devido a sua doença, Jason acabou perdendo a capacidade de falar e agora se comunica com os olhos através de um sistema desenvolvido pelo pai dele. Embora sua doença roubou-lhe gradativamente a sua capacidade de tocar guitarra, andar e até mesmo para falar, ele continua afiado mentalmente, com o auxílio de um computador, continua compondo. Na parte de trás da capa do CD Perspective (lançado em 1996), Becker afirma “Eu tenho Esclerose Lateral Amiotrófica. Tenho meu corpo e minha fala aleijada, mas não a minha mente.” Seu estado de saúde manteve-se estável desde 1997. Em 2003, Jason postou em seu site que estava se sentindo melhor e tinha ganhado algum peso. Para obter mais informações, acesse: JasonBeckerGuitar.com

Confira abaixo a música Altitudes do álbum Perpetual Burn.

Homem do Dia: Albert Camus

Ilustracão de capa para a revista Entre livros por CárcamO

A pedido de John Laurino, o “Homem do Dia” de hoje é Albert Camus, ele  está completando 50 anos de sua morte.

Quem foi Albert Camus?

Albert Camus nasceu no dia 7 de novembro de 1913 na Argélia e faleceu no dia 4 de Janeiro de 1960 na França. Foi um escritor, filósofo e jornalista,  inclusive recebeu o Prêmio Nobel da Literatura em 1957. Ele é frequentemente citado como um defensor do existencialismo, mas o próprio Camus rejeitou esse rótulo específico. Especificamente, seus pontos de vista contribuíram para o surgimento da filosofia mais atual, conhecido como absurdismo.

Em 1949, Camus fundou o Grupo de Liaisons Internacional no âmbito da União Movimento Revolucionário, que foi um grupo de oposição a algumas tendências do movimento surrealista de André Breton.  Camus era o segundo mais jovem beneficiário do Prêmio Nobel de Literatura (depois de Rudyard Kipling), quando ele se tornou o primeiro escritor nascido na África  a receber o prêmio, em 1957. Ele é também teve a mais curta vida de qualquer  data de Nobel de Literatura, sendo que morreu em um acidente automobilístico há pouco mais de dois anos após ter recebido o prêmio.

Quais sãs as principais características de suas obras?

Albert possui uma reflexão inicial sobre o absurdo e o suicídio, a solidão e a morte, sendo que pouco a pouco se conduziu para a esperança e a solidariedade humana, como possíveis soluções do drama e do absurdo.

Em seus ensaios Camus apresenta ao leitor com dualismos: alegria e tristeza, escuridão e luz, vida e morte, etc.  Seu objetivo era enfatizar o fato de que a felicidade é passageira e que a condição humana é uma mortalidade.  Em Le Mythe, esse dualismo torna-se um paradoxo: Nós valorizamos muito a nossa vida e existência, mas ao mesmo tempo sabemos que acabaremos por morrer e finalmente nossos esforços são inúteis. Embora possamos viver com um dualismo (posso aceitar períodos de infelicidade, porque eu sei que também que a felicidade virá), nós não podemos viver com o paradoxo (acho que minha vida é de grande importância, mas eu também acho que não tem sentido).  Em Le Mythe, Camus estava interessado em nossa experiência sobre o absurdo e como podemos viver com ela.  Nossa vida deve ter significado para nós, para valorizá-la.  Se aceitarmos que a vida não tem sentido e, portanto, nenhum valor, devemos nos matar?

Em O Estrangeiro, Albert Camus caracteriza sua justificação do absurdo através das experiências de um protagonista que simplesmente não se conforma com o sistema.

A peste é uma parte inegável da vida. Como posta em A Peste (The Plague), é onipresente, assim como a morte. Para Camus, o raciocínio por trás da doutrina cristã é inútil, como seres mortais, não conseguimos raciocinar muito bem a sentença de morte imposta a todos os seres humanos. Neste romance, ele oferece a oportunidade fantástica para as pessoas perceberem que o sofrimento individual é um absurdo.

Quem foram suas influências?

Søren Kierkegaard, Fiódor Dostoiévski, Karl Marx, Franz Kafka, Herman Melville, Friedrich Nietzsche, Jean-Paul Sartre, Simone Weil, Victor Hugo, Pascal Pia, George Orwell, André Gide.

Quem foram influenciados?

Thomas Merton, Lucas Johnston, Jacques Monod, Jean-Paul Sartre, Orhan Pamuk, Mohsin Hamid, José Saramago.

Curiosidades:

– Durante a guerra, Camus se juntou ao francês Resistência célula Combat, que publicou um jornal clandestino do mesmo nome. Este grupo trabalhou contra os nazistas, nele Camus assumiu o nome de guerra “Beauchard”. Camus tornou-se editor do jornal em 1943 e quando os Aliados libertaram Paris, Camus informou sobre o passado da luta. Ele foi um dos poucos editores francês a expressar publicamente sua oposição ao uso da bomba atômica em Hiroshima, em 8 de agosto de 1945. Ele saiu do Combat em 1947, quando tornou-se um jornal comercial. Foi então que Camus conheceu Jean-Paul Sartre.

– Ao longo de sua vida, Camus se manifestou contra o totalitarismo, em suas diversas formas. Logo no início, Camus era ativo na resistência francesa à ocupação alemã na França durante a Segunda Guerra Mundial, mesmo dirigindo o jornal Resistência famoso, Combat. Com a colaboração francesa com os ocupantes nazistas, ele escreveu: “Agora, o único valor moral é a coragem, o que é útil aqui para julgar os fantoches e tagarelas que fingem falar em nome do povo”.

Homem do Dia: Woody Allen

Allen Stewart Konigsberg, mais conhecido como Woody Allen,  nasceu no dia 1 de dezembro de 1935 em Nova York. Ele é um roteirista americano, cineasta, ator, humorista, escritor, músico e dramaturgo. As obras de Woody Allen demonstram as neuroses comportamentais do dia-a-dia. Além de escrever e dirigir seus filmes, ele  também atuou na maioria deles. A fonte de inspiração de Allen está contida na literatura,  sexualidade, filosofia,  psicologia,  identidade judaica e a história do cinema, entre uma variedade de outras áreas de interesse.

Allen não teve uma infância muito feliz, devido aos métodos severos de educação impostos por sua mãe. Em seus primeiros oitos anos de vida foi educado na língua iídiche, numa escola hebraica, em seguida continuou os estudos no Brooklyn.  Assim que finalizou o ensino médio frequentou a Universidade de Nova York, para estudar filosofia, mas só cursou um semestre, pois foi expulso. Woody Allen começou a escrever textos de humor para ganhar dinheiro. Nessa época já assinava com seu pseudônimo,  escrevia para o comediante David Alber e para colunas de jornais e programas de rádio.

A entrada de Woody Allen no cinema foi quando escreveu e protagonizou o filme “What’s New, Pussycat?” em 1965. Foi  a partir de então que iniciou sua carreira tão famosa do qual conhecemos hoje. Allen também toca clarinete e possui uma grande ligação com a música, particularmente com o Jazz, o qual pode ser notada em todos os seus filmes.

Woody já foi indicado 18 vezes ao Oscar em diversas categorias e vencedor de um prêmio de melhor roteiro, porém Allen nunca havia comparecido a uma cerimônia de Oscar até o ano de 2002, que devido os atentados de 11 de setembro, resolveu fazer uma homenagem a Nova York no Oscar. Aqui no Brasil, os livros mais conhecidos de Woody Allen são Fora de órbita, Cuca fundida e Sem plumas.

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